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O Segredo dos Seus Olhos

Crítica

Redação FUNtástico!

FUNtástico!

Segunda-feira, 8 de março de 2010

Filme que levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro deste ano faz por merecer

Os atores Ricardo Darín e Soledad Villamil vivem o par romântico do filme

Quando eu assisti aos filmes anteriores de José Juan Campanella, eu saí com um imenso sorriso em cada obra, sem exceção. A parceria com o ator Ricardo Darin valia cada minuto do filme que eu assistia. O Segredo dos Seus Olhos é um pouco diferente de suas obras anteriores, é difícil identificar a mão do diretor de imediato, mas ao final da projeção, com um sorriso no rosto, pude ter certeza que Campanella acertou mais uma vez.

Este longa-metragem acompanha Benjamin (Ricardo Darín), um oficial de justiça aposentado, tetando escrever um romance baseado em uma das suas experiências no trabalho. Trata-se do seu caso mais marcante, no qual uma garota linda garota foi brutalmente estuprada e assassinada em sua própria casa. À medida que ele escreve as suas lembranças, retornando à sua cidade natal após muitos anos, conferimos os flashbacks da época em que ele trabalhou no caso. Além disso, tenta acertar as contas com Irene, a mulher que ele sempre amou.

A maior virtude de O Segredo dos Seus Olhos é a sua técnica impecável: desde a maquiagem bem realizada ao ótimo trabalho de montagem, alterando entre as épocas de uma maneira elegante e discreta, nunca se tornando cansativa ou inútil. É também o longa em que José Juan Campanella filma melhor, com uma fotografia belíssima, desde o aclamado plano-seqüência no estádio até os momentos mais simples, como um simples diálogo entre Benjamin e Irene.

Enquanto isso, Ricardo Darín cria mais uma vez um personagem marcanteem sua filmografia (e novamente com Campanella). Benjamin é um homem que, após 25 anos, ainda se frustra por não conseguir dizer à mulher de sua vida um simples “te amo” ou simplesmente deixar o passado para trás, sendo assombrado por ele até os dias de hoje – e o fato de ele não conseguir seguir adiante faz uma rima interessante com Irene, que mesmo tendo casado e tido filhos, parece ainda olhar para Benjamin como o mesmo homem que ele era 25 anos antes.

Os olhares dos personagens, como o próprio título faz questão de nos avisar, acabam sendo a peça chave para a história que o diretor pretende nos contar. Mesmo que os minutos finais sejam surpreendentes, a maior surpresa fica por conta da simplicidade do filme. Uma simplicidade tão bonita que é impossível, mais uma vez, não se emocionar com os nossos “rivais” argentinos.

Veja algumas cenas do filme:

Assista ao trailer:

Texto: Diego Rodrigues, Blogueiro | Imagens: Divulgação

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